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09/03/2006 CELSO FILIPE FRANÇA COSTA SÓCIO Nº 24 |
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Todos os sócios podem expor os seus textos, trabalhos, relatos de eventos ou outros nesta página, basta acederem à área de sócio. Pode também usar o e-mail:
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Olá! Seria arriscado dizer que sou vespista contudo não corro risco nenhum se disser que sou filho de um vespista, estudo na Faculdade de Engenharia do Porto e estou no 3º ano de Mecânica, tenho 20 anos e ando nas Vespas do tal vespista há dois anos. Bem mas o que eu quero mesmo é partilhar convosco um trabalho sobre a vespa que fiz para ser avaliado na faculdade.
Filipe
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| 09/09/2006 JOÃO AGUIAR SÓCIO Nº17 | ||||
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NOVE DIAS DE VIAGEM A MARROCOS INTRODUÇÃO A ideia surgiu no princípio do ano: outra viagem. Onde? Outra vez aos picos da Europa? Não, tem que ser diferente. Mais dias, mais longe. Marrocos! Marrocos, que loucura! Era o que toda a gente dizia. Ir a Marrocos de Vespa? Nem elas, nem vocês aguentam. A verdade é que tanto elas como nós aguentamos. Mas voltemos ao início. Quantas pessoas? Que Vespas? Que percurso? Como levar a bagagem? Com o tempo, as coisas foram-se clarificando. Formou-se um grupo de seis vespistas: o Celso, o Filipe, o Zé, o Magalhães, o Sérgio e eu, o Aguiar, (o Ramos, que queria tanto ir, não pôde: a data da viagem coincidia com o casamento da filha! Paciência, Ramos, fica para outra vez!) Quatro PX200, uma PX125, e outra PX125 com aspirações a 200! (o mercado está difícil para comprar uma 200!) Um topcase e dois alforges, mais o porta-bagagem da frente, para as compras. Revisão completa das Vespas, no nosso mecânico: o Manuel Sequeira, da Moto-Rodelo. Obrigado Manel, a tua seriedade e competência tirou-nos, certamente muitas dores de cabeça durante a viagem. Nós não nos esquecemos! À medida que a data da partida se aproximava a ansiedade crescia! (seríamos criancinhas à espera do brinquedo de Natal?! Falta uma semana, dois dias, um dia… Verificação da lista. Não falta nada? Comprimidos para isto e para aquilo, papel higiénico, gasolina extra, fato de chuva, cinta, máquina fotográfica, etc…). Ao fim do dia carregam-se as Vespas, janta-se e tenta-se dormir, mas… E é com o sono atrasado, superado pela adrenalina que vamos partir. Para os outros, não sei, para mim. o acordar é ás 3h30 da manhã, para sair de casa, imperativamente, às 4h30. Chegada a casa do Celso, às 4h45. A partida foi às 5h10, se a memória não me falha, mas isso já faz parte do primeiro dia…
PRIMEIRO DIA (19/08/2006)
E lá fomos nós… destino Marrocos e o tal calor que esperávamos. Mas a viagem começou com frio, chuva e nevoeiro. Arrancámos, como previsto, pelas cinco horas da manhã, as motas bem carregadas, com um peso fora do normal, mas com o tempo lá nos fomos habituando. Após alguns quilómetros de fresquinho e humidade o Zé deu conta que o passaporte, condição sine qua non para entrar em Marrocos, tinha ficado em casa. Abrandámos, e acabamos por parar, ou melhor, por abrigarmo-nos debaixo duma ponte enquanto ele o ia buscar. A primeira paragem foi na Mealhada, por volta das 7 horas, já era preciso comer qualquer coisa, pois o pequeno-almoço já estava longe. Rolamos sem problemas a uma velocidade de mais ou menos 85km/h, fazendo as paragens necessárias para atestar o depósito. Em Bemposta, foi a vez de atestarmos o “nosso depósito” outra vez: pão comprado na vila, acompanhado do presunto e do queijo que o Zé levava naquele saco verde, em cima do banco. (Eu bem me parecia que era demasiada bagagem! O Zé tem assim destas surpresas, das quais, felizmente, ninguém se queixa.) Nessa altura, o tempo já tinha aquecido, e ainda bem. Lá íamos nós, direcção Elvas. Aí chegamos, para almoçar no café restaurante, mesmo na fronteira. Posto isto, entrámos por Espanha dentro. Primeiro Badajoz,, depois Sevilha e ainda hesitámos se seguíamos para Jerez de la Frontera. Finalmente ficámos em Los Palácios, 30 quilómetros após Sevilha. Não tinha sido um dia mau. Depois de procurar hotel, El Desembarco, e de guardar as Vespas em lugar seguro, o parque de estacionamento fechado do hotel, tomámos o banho que se impunha. Lavadinhos, de roupa mudada e perfumadinhos, lá começou a procura do restaurante que nos traria o melhor repasto. A busca terminou… no restaurante do próprio hotel. A comida foi muito boa e a conta também: uma agradável surpresa! Só nos faltava fazer uma coisa: o passeio higiénico, pela rua principal da cidade. Logo de seguida, caminha, pois o dia tinha sido longo e o segundo começava às 6h30! E lá fomos nós, cansados e satisfeitos para a caminha fazer óó.
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| 09/09/2006 SÉRGIO SILVA SÓCIO Nº 62 | ||||
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MARROCOS SEGUNDO DIA (20/08/2006) O dia em Los Palácios começou às sete e meia para tomar o pequeno-almoço. Azar dos azares o pequeno-almoço só começava a ser servido às oito horas… Eram cerca das nove e meia quando arrancamos em direcção a Chefchaouen, já em Marrocos, ma pelo meio tínhamos um barco para apanhar e uma fronteira para ultrapassar… Lá fomos nós em direcção a Algeciras, e a cerca de vinte quilómetros de lá, numa enorme subida, o vespista mais lento forçou demais o gás em terceira e quando parou, na descida, cá estava um trabalhito para os mecânicos de serviço: arranjar mais força na mola que puxa o cabo do gás. Depois de um trabalho bem feito (8ª competência desses vespistas é internacionalmente reconhecida), lá seguiu o grupo em direcção ao barco para passar para Ceuta. Depois de comprar os bilhetes e de aturar um hispano-marroquino “praga”, fomos para a fila de embarque… mas faltava almoçar e tínhamos trinta minutos para embarcar. Lá almoçamos umas sandocas na fila e entramos no barco. De salientar que o mar estava calmo e a viagem foi tranquila. Desembarcamos no Continente Africano às dezassete horas locais e fomos directos à fronteira para entrar em Marrocos. Aí começou um dos filmes desta aventura… Demos o “golpe” na fila e estacionamos as Vespas em cima do passeio para começar a tratar da papelada (eram cerca das dezassete e quinze). “Orientados” por um marroquino atrás da “gorja”, lá fomos buscar um, e mais um e mais outro papel para preencher. Com tudo preenchido, restava-nos ir para as filas… Após quinze minutos numa fila, o artista lembra-se de fechar para ir comer… e toca a ir para outro guichet. Mais quinze a vinte minutos noutra fila e voltam a fechar para ir comer… (É assim que funciona uma das fronteiras de entrada de Marrocos). No meio de tanto fecha e abre guichets é elementar pensar que já tínhamos sido assediados várias vezes para entregar os papéis pela “via paralela”… e claro que o fomos! E várias vezes! Mas como uns vespistas persistentes e honestos, insistimos na via legal e acabamos por ser bem sucedidos. Todos os papéis carimbados, recarimbados e voltados a carimbar, lá entramos em Marrocos (eram cerca das dezoito e trinta em Espanha e dezasseis e trinta em Marrocos). E como não podia deixar de ser, lá tiramos a foto de família! Arrancamos em direcção a Chefchaouen, mas como o almoço tinha sido breve impunha-se um reforço de energias. Paramos num centro comercial em Tetouan para comermos umas pizzas. Como verdadeiros turistas, sacamos das esteiras, do pão e do presunto e lá estamos nós no jardim, em pleno centro comercial, à entrada da cidade. Arrancamos em direcção ao destino e lá fomos seguindo por uma estrada de montanha. Estava na altura do segundo filme do dia: uma ventania fortíssima que quase nos atirou estrada fora (uma estrada de montanha sem protecção, o “fora” dava direito a uma ribanceira…) Era um vento tão forte, tão forte que todos nós tivemos de dar tudo por tudo para não cairmos. Foi uma etapa muito complicada e muito cansativa, mas lá conseguimos passar essa fase e chegar ao destino. Chegamos a Chefchaouen às vinte e trinta (sempre hora marroquina). Instalados num hotel aberto há um mês, fomos jantar à Medina. Encontramos o restaurante Hassan, mencionado na net e decidimos provar o famoso “couscous” que o Aguiar não parava de falar. Uma sopa “esquisita” de entrada e depois lá veio o tal couscous… Se gostamos? Ora bem, quase ninguém comeu nada, e a melhor definição que se pode fazer é que aquilo é uma farinha que mais parece comida de vaca, vulgarmente conhecida como ração animal. Depois do jantar fomos dar uma volta na Medina, e finalmente fomos para casa encerrar este segundo dia de aventura vespista.
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09/09/2006 CELSO COSTA SÓCIO Nº 1 |
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MARROCOS TERCEIRO DIA (21/08/2006) O dia estava limpo e já bastante quente quando descemos para o pequeno almoço, começamos por um chá enquanto esperávamos pelo resto do grupo, depois, sumo de laranja para não variar, queijo de cabra e alguns doces, e estávamos prontos para voltar à Medina de Chefchaouen porque na noite anterior não tivemos oportunidade de ver tudo aquilo que este lugar tinha para oferecer aos nossos olhos. Mantivemos a bagagem no hotel, vespas a rolar e lá fomos até à praça central, pouco tempo depois já alguém se abeirava de nós para nos guiar pela Medina, inquirido quanto ao custo pelo serviço respondeu que era o que quisessem dar, se é assim siga! Falava fluentemente espanhol e no inicio até estava a correr bem, explicou-nos que pintavam o chão das ruelas e a parte de baixo das casas de azul céu para afastar os mosquitos pois estes confundiam com o céu, o problema foi quando a visita em vez de guiada foi direccionada para algumas casas comerciais onde o homem tinha comissão, claro está que não compramos nada, desesperado tentou vender-nos droga, nem preciso de dizer qual foi a resposta…no fim queria 30 € pelo serviço, queres quê? Que chame a policia?! Toma lá 6 € e até à vista! Voltamos ao hotel para carregar a bagagem e siga para Fés, duzentos e poucos quilómetros debaixo de um sol escaldante, não era fácil. Vinte quilómetros à frente e depois de uma curva lá estava o polícia na linha do meio da estrada, inerte, isto é, sem fazer qualquer sinal de paragem, ai daquele que não parasse ou pelo menos abrandasse até ele mandar seguir ou encostar. A segurança rodoviária em relação à da Europa tem um atraso de pelo menos trinta anos, é muito complicado conduzir neste país e mesmo a pé não é fácil atravessar uma rua com passadeira! Não são respeitadas! Aproximava-se o meio dia e de repente avistei uma placa que dizia “Restaurante com piscina a 7 Km”, mais parecia uma miragem dados os 40º que se faziam sentir, percorridos estes quilómetros lá estava ela cheiinha de água à nossa espera, confesso que nunca entrei na água com tanta vontade… meu Deus estávamos mesmo a precisar…Depois do banho lá fomos almoçar para nos fazermos à estrada novamente. A meio da tarde, numa recta sem fim com uma paisagem totalmente árida, dá-se o imprevisto, através do meu espelho direito vi aquilo que não queria, as vespas do Sérgio e do Filipe lado a lado e de repente a do Filipe tomba para a direita e ele sai disparado ás cambalhotas para fora da estrada, ai que foi o Filipe..ai meu Deus..foi a primeira vez, desde que saímos de casa, que senti que afinal naquele grupo havia um que era mais do que um amigo. Não tinha nada partido, mas estava todo esmurrado, eram feridas por todo corpo, prestamos-lhe os primeiros socorros com o material que trazíamos, resolvemos o problema da vespa dele, substituímos a lâmpada e alinhamos a direcção, e siga que se faz tarde. A razão da queda foi a Vespa da frente ter agarrado e ele não ter espaço suficiente para parar, quando me comunicaram que a Vespa do Sérgio agarrou imediatamente lhe disse para ele acrescentar óleo e pô-la trabalhar, quando estávamos para arrancar perguntei-lhe se já tinha metido o óleo ao que ele me respondeu que tinha metido um frasco de litro completo, claro está no depósito do óleo…santa ignorância! Faltavam 70 km para Fés e a tarde parecia dar lugar à noite quando paramos para tirar os óculos de sol, posto isto arrancamos e imediatamente se fez noite, 15 km mais e o Aguiar veio à frente dizer-me que já não via o Magalhães ( a Vespa vassoura) há vários quilómetros, encostar, encostar… A minha preocupação era saber o que tinha acontecido e por isso decidi ligar-lhe, tinha furado e não conseguiu arrancar quando paramos para mudar os óculos, de imediato voltei sozinho ao encontro dele. A estrada completamente escura parecia infindável e não via sinal do Magalhães, até que tive a percepção de já ter passado no local onde tínhamos parado e de imediato decidi fazer inversão de marcha, concluindo que tinha passado pelo homem sem o ver, andei 100 metros e pensei “não…vou à frente mais 2 ou 3 km porque posso estar enganado no local..”, encosto para fazer nova inversão de marcha e qual o meu espanto… o Magalhães e a sua tralha aparece na frente da minha Vespa. Tinha começado a mudar a roda quando ainda era de dia espalhando tudo ao longo da berma, como a noite caiu e não tinha lanterna estava completamente às cegas, pus-lhe a minha lanterna de mineiro na cabeça e toca a trabalhar, ele! claro…O homem tinha a 3ª roda com pouco ar, teve que usar a minha, juntamos a tralha toda e depressa percorremos os 15 km que nos separavam do grupo. Ao entrarmos em Fés seguimos as indicações do hotel Íbis, chegamos por volta das 22 horas, o Filipe não conseguia pôr a Vespa no descanso e agora não podia pegar em nada com um dos braços que ficou dobrado e não endireitava, tinha arrefecido e agora é que iam ser elas…guardadas as Vespas no parque do hotel, subimos aos quartos com o objectivo de dar uma refrescada à tromba e descer para jantar porque o restaurante fechava às 11 horas, não foi fácil… porque o Filipe nem conseguia despir-se, está bonito está…Depois do jantar eu fiquei a tratar das feridas do acidentado, os outros quatro saíram do hotel para beber um copo ali perto.
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| 16/09/2006 FILIPE COSTA SÓCIO Nº24 | ||||
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MARROCOS QUARTO DIA (22/08/2006) Depois de uma boa noite sono para recuperar dos incidentes do dia anterior, o qual parecia interminável, nada melhor que um pequeno-almoço com vista para a piscina. Tínhamos reservado o dia para visitar a medina de Fes, mas para evitar os guias “clandestinos”, que apenas nos levam a lojas e oferecem pouca informação sobre a cidade, optamos por contratar um guia do posto de turismo a partir do hotel íbis. Começamos com uma viagem pelo exterior das muralhas que rodeiam a medina acompanhados pelo guia, em dois táxis Mercedes que já viram melhores dias. Apenas de carro é possível ver as melhores paisagens da cidade, e ao mesmo tempo não sentir o terror de andar nas caóticas estradas marroquinas, sempre à espera de sermos abalroados por uma carroça que vem da esquerda em contra-mão. Paramos no extremo norte de Fes, uma colina de onde se podia ver toda a extensão da cidade, a qual mais parecia uma ilha de antenas parabólicas, banhada por um mar de terreno árido e vegetação seca. Seguimos para o outro extremo, e no caminho passamos pelo cemitério, nada mais que pedras cobertas de vegetação, rodeadas por vultos negros que vistos ao perto não eram mais do que sacos plásticos. Estes parecem ser o denominador comum na paisagem de Marrocos, imensos bandos de sacos plásticos pretos, os quais migram ao sabor do vento, daí chamarem a este amontoado de areia esculpido pelo vento “País dos Sacos Plásticos”. Os táxis deixaram-nos na principal porta da Medina, que apesar de ser a principal não era diferente das outras treze. Já tínhamos sido avisados que se nos perdêssemos na medina seria quase impossível encontrar a saída, mas depois de termos visto o confuso esquema de vielas ninguém se quis afastar do guia. Vimos ruas para todos os gostos: ruas onde passa muita gente, ruas em que passa um de cada vez e até ruas com tanta gente, que ninguém passava! Lá continuamos a caminhar e a evitar os burros em sentido contrário, para onde íamos só o Abdul( o guia) sabia! Estava o passeio a ser tão cultural, que até já tínhamos aprendido umas palavras em árabe, quando o guia entrou na primeira loja do dia:”- Outro guia que só quer comissão sobre o que nós compramos!”, pensamos nós. Mas afinal ele só queria mostrar o artesão a trabalhar os pratos em estanho. Claro que depois ver o homem trabalhar os gastadores do costume trataram de negociar uns bules para o chá. Imaginem: o Magalhães a falar português para o Celso; o Celso a negociar com o vendedor em “espanholês”, e o pobre do guia a traduzir para árabe! Eu fiz o que sempre faço nestes casos, procurei um banco e esperei sentado! Saímos da loja dos “cobres” para voltar ao frenesim de um povo que parece não saber o que é estar parado. Ouve-se então o guia já ao fundo da rua: “-Aji, aji (Venham cá)!”. Era uma madrassa, uma escola islâmica, depois de explicado o seu funcionamento geral, vimos que é preciso lavar três vezes cada parte do corpo numa pequena fonte no exterior, de forma a entrar puro na madrassa. Continuamos pela medina, sempre com muita gente a vender, e outros tantos a comprar. Paramos junto a uma porta muito elaborada, situada numa viela estreita, que passaria despercebida a muita gente, pois era a entrada de um dos “palácios da medina”. Foram em tempos casas dos ricos, com muitos quartos e magníficos jardins interiores, que agora são compradas por estrangeiros para fins turísticos ou simples lazer. Foi então que o guia fez a pergunta mais importante do momento: “- Quando é que querem ir almoçar?”. A resposta foi imediata:”Agora!”. Mais meia dúzia de ruas por onde o sol não passava, e estávamos lá. A entrada era humilde, mas o interior era majestoso: uma nave principal por colunas de cinco metros muito trabalhadas bem como o tecto, e uma ala apenas com três mesas redondas com tecto em tecido, uns confortáveis sofás à volta, tudo estilo mil e uma noites. O primeiro prato foi “salada marroquina”, um conjunto de entradas típicas, seguido de um pequeno sono de rei nos maravilhosos sofás carregados de almofadas, até chegarem as espetadas de bife de boi. Encontramo-nos de novo com o guia depois à porta do restaurante, para continuar agora rumo aos tecidos. Tal como a loja dos “cobres”, esta era uma loja típica e muito conhecida onde havia grande variedade de produtos, desde túnicas a vestidos, passando pelos lenços, mais uma vez era chegada a hora de entrar em despesas! Cada vez com mais sacos de compras, continuamos a explorar a Medina por ruas que nunca conheceram pavimento até chegarmos a uma casa com escadas que pareciam intermináveis. No topo estava uma loja de couros, com uma varanda de onde se viam os tanques para tingir as peles, e que para muitos são o principal cartão de visita de Fes. Já na rua, enquanto seguíamos até à próxima loja, os marroquinos não nos largavam tentando vender chapéus e chinelos, e só pararam quando entramos numa pequena porta do lado direito. Ali se vendiam medicamentos, perfumes e condimentos para culinária à base de produtos naturais, dos quais fizeram várias demonstrações. Mais uns passos e estávamos à saída da Medina, onde nos esperavam os petit táxis, pagamos ao guia 250 dirhams como tinha sido combinado, despedimo-nos e seguimos para o hotel. Ainda tínhamos grande parte da tarde livre, pensou-se em dar um passeio de mota pela cidade, mas depois lembramo-nos do pesadelo das estradas marroquinas e optamos por passar a tarde na piscina do hotel. Jantamos no restaurante do hotel, pois as esplanadas da Medina, apesar de económicas tinham como vizinhos montes de lixo e um cheiro nauseabundo para acompanhar as refeições! De barriga cheia apanhamos dois petit táxis e até à porta principal da Medina. Para não nos perdermos percorríamos uma rua até ao fim e voltávamos atrás, sem nunca nos desviar muito da entrada. O cheiro das comidas misturado com o do lixo nos restaurantes, junto à porta principal, era insuportável. Um dos restaurantes tinha ao lado um cubículo em azulejo branco sem portas ou cortinas onde eram mortos os cordeiros à vista de toda a gente, e depois pendurados à entrada. O passeio não foi muito longo pois as lojas já estavam a fechar e tínhamos muitos quilómetros a percorrer no dia seguinte, por isso apanhamos dois táxis até ao hotel, e fomos dormir.
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| 16/09/2006 JOSÉ COSTA SÓCIO Nº 2 | ||||
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MARROCOS QUINTO DIA (23/08/2006) Por volta das 9h saímos de Fes em direcção a Azrou para ver a “Floresta dos Macacos” mas em que o destino final era Meknes (a 2ª cidade imperial da nossa aventura marroquina). Lá íamos nós por aquelas estradas de montanha marroquinas que só vistas em direcção a Azrou, mas não sem antes passar por Ifrane a “Pequena Suiça Marroquina”, uma terrinha no alto das montanhas, com casas com telhados “ a pique”, onde têm casas de férias um restrito grupo de abastados marroquinos. A nossa passagem foi rápida pois afinal não havia grande coisa para ver e lá seguimos em direcção a Azrou e á Floresta dos Macacos. A certa altura, íamos nós estrada fora, quando passa na nossa frente um macaco a correr para a floresta…tínhamos chegado á “Floresta dos Macacos”! Foto para trás foto para a frente, todos nós nos fartamos de ver macacos (uma da macacas até tinha uma cria). Passado um tempo lá sentamos os traseiros novamente nas nossas vespinhas e fomos em direcção a Meknes. A hora de almoço aproximava-se mas resolvemos fazer um “forcing” e já ir almoçar a Meknes…mas antes de lá chegarmos a vespa do Sérgio voltou a prender o cabo do acelerador e era ver a vespa parada mas em grandes berros, totalmente acelerada…enfim, vicissitudes da vida… Chegamos a Meknés e em que hotel ficamos? No Íbis claro! E como ainda não tínhamos provado a típica comida marroquina fomos almoçar…ao McDonald’s!!! Depois de uma banhoca merecida lá fomos nós, a pedantes, para a Medina de Meknés fazer umas compritas. Entra em casa, sai de casa, entra, sai, entra, sai, e acabamos por todos comprar alguns “recuerdos” para os Portugas que nos esperavam por cá (imagine-se que o regateio de preços era tão grande que o Celso ficou conhecido como “Mustáfá”…). Á noite, informados pela recepção do hotel, fomos jantar ao único restaurante com comida europeia existente em Meknés. Restaurante interessante, com cozinha francesa mas com um café que deixou alguns a “pintar a manta”… De volta ao hotel, decidimos abrir uma garrafita de whisky que tinha vindo de Portugal e era ver, seis vespistas aventureiros, ás 24h locais, na borda da piscina do Hotel Íbis, a enfrascar um belo dum whisky! Passado um pouco decidimos descansar os esqueletos que no dia seguinte arrancamos cedo em direcção á costa marroquina, mais propriamente a Assilah.
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| 16/09/2006 CELSO COSTA SÓCIO Nº 1 | ||||
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MARROCOS SEXTO DIA (24/08/2006) Levantei-me ás 7 horas, cedo eu sei…, mas tinha que ser, dado tinha que fazer o curativo ao Filipe e transportar a bagagem dele e a minha, depois disto fomos para o pequeno almoço e acontece que pela primeira vez os comprimidos para a diarreia foram precisos: o Zé e o Magalhães estavam possuídos, nós sabíamos que por mais cuidado que tivéssemos isto iria acontecer, eles eram apenas os primeiros e provavelmente nenhum escaparia a esta praga. Descemos ao parque para arrancar e dei falta do meu capacete, no dia anterior tinha ido parar ao quarto do Magalhães, pois é rigorosamente igual ao dele excepto no tamanho, já em andamento notei que a viseira estava limpíssima quando no dia anterior quase não se conseguia ver através dela. O percurso para hoje era de 250 km entre Meknés e Assilah com passagem por Volubis (as maiores ruínas romanas de toda a Africa) e Larache (já na costa atlântica), chegados às ruínas inquiri o Magalhães sobre a limpeza da minha viseira e fiquei a saber que o homem se enganou nos capacetes e ficou com a dele suja, se não tivesse a mania de querer coisas iguais às minhas não lhe acontecia nada disto… Neste local havia uma tenda de “recuerdos” e num determinado momento sou chamado pelo Zé e pelo Magalhães ( habitualmente chamavam por mim ou pelo Aguiar, porque não pescam nada de francês) para marralhar com o marroquino os preços de uns objectos nos quais eles tinham interesse, por norma eu perguntava qual era o preço que eles estavam dispostos a pagar e depois negociava até chegar àquele valor, acontece que desta vez não consegui chegar ao valor que eles queriam e por uma diferença de 10 “Dirames”( equivalente a 1 euro) eles desandam, montam nas Vespas e siga…, deixando-me ali com o marroquino que quase me batia, caminhei para a minha Vespa e o homem sempre atrás de mim, estes gajos são malucos em fugir desta maneira… Novamente na estrada, com o sol a esquentar fortemente, entramos numa zona de planície em que as rectas pareciam não ter fim, uns bons quilómetros passados e o Aguiar aproximou-se de mim para dizer que tinha ficado sem luz, calma que a noite ainda está longe… continua a rolar. A 90 km de Larache alguém disse que era melhor parar quando fosse possível para beber água e mal apareceu a primeira povoação assim foi, paramos e água por favor, água…De facto a Vespa do Aguiar não tinha luz, não, minto, tinha luz era preciso era tocar a buzina para dar luz, está bonito…bem ainda temos umas horas para pensar no caso, siga para a frente, logo no hotel tentamos resolver o imbróglio. Finalmente à hora do almoço chegamos a Larache, fomos direitinhos ao mar, não sei porquê, talvez a saudade…estávamos com dificuldade em arranjar um lugar seguro para estacionar, mas depressa um policia nos resolveu o problema dando ordem para pormos em frente de uma garagem e irmos almoçar descansados que ele ficava a vigiar as Vespas, que alivio… O almoço não foi grande coisa, mas valeu pelo que nos rimos à custa do empregado, ele só falava árabe e para pedirmos o que queríamos teve que vir um colega dele que falava espanhol, no entanto o primeiro é que nos serviu e de uma forma muito característica, então não é que o vacano punha as coisas uma por uma na mesa de uma forma completamente gay e quando acabava batia o pé e fazia continência!!!!...O homem no tempo de tropa servia à mesa na messe dos oficiais e ficou traumatizado para o resto da vida, só pode ser…!? De volta às Vespas, agradecimentos ao policia e siga para Assilah que ficava a 60 km, contudo não reparáramos que as Vespas já tinham pouca gasolina e ao fim de meia dúzia de quilómetros começaram uma após a outra a entrar na reserva e postos de abastecimento nada…o Zé teve que utilizar o litro de gasolina extra (todas as Vespas tinham um frasco de litro com gasolina para estas eventualidades), as outras aguentaram-se até ao posto mais próximo, onde além de gasolina também nivelamos os depósitos do óleo. Assilah estava a poucos quilómetros, íamos chegar bem cedo…! Convinha porque tínhamos o problema da luz da Vespa do Aguiar e aquela cena de um gajo tocar a buzina e ela acender a luz estava-me a atrofiar o cérebro, o mais certo é ele fazer o resto da viagem com a lanterna de mineiro…haahah…De repente o Aguiar surge à minha beira e grita:”O Magalhães caiu, o Magalhães caiu…” no mesmo instante dou a volta e a todo o gás vou ter com o Magalhães, tinha caído porque um carro o atirou para fora da estrada indo cair num monte de terra mole e por isso não houve nada nem na Vespa nem nele, ainda bem… Chegados a Assilah, povoação costeira e piscatória, demos uma volta até encontrar um hotel que nos satisfizesse, depois eu e Magalhães tratamos da avaria enquanto os outros transportavam toda a bagagem para os quartos, começamos por tirar o nariz da Vespa e verificar todas as ligações e concluímos que não estava a fazer massa, reapertamos o parafuso do fio de massa e pronto…já está…podemos ir tomar um banho e de seguida passear para a Medina. Para quem não nos conhece devo acrescentar que nenhum de nós é mecânico!!! O Filipe conseguiu fazer todo o trajecto, foi de fibra, saliento que ele tinha a palma da mão direita toda em ferida e o braço esquerdo fazia poucos movimentos. Dentro da Medina, de salientar que foi a mais asseada que vimos até hoje, mais uma foto aqui outra ali, uma compra de ultima hora, outra acolá e estava na hora de procurar um restaurante para jantar, todos ansiavam por comer um "mariscuzinho", todos ou quase todos porque o Zé além da diarreia penso que também lhe tinha atacado o fígado ( ora com um calor infernal o homem dizia que tinha frio!!!). Havia uma rua cheia de esplanadas de um dos lados em que cada uma tinha uma pessoa a tentar convencer os turistas a jantar na respectiva, decidimos e sentamo-nos, o jovem que nos atendeu falava fluentemente inglês e foi muito simpático connosco. O Zé pediu logo um chã, o homem estava mal…os outros queriam era outro tipo de chã, mas quando pedimos vinho ao rapaz ele disse que isso não podia servir, o quê?! Vamos comer peixe e beber Coca-Cola?! Perante a nossa reacção o empregado disse: “ ..eu trago vinho, mas têm que ter a garrafa debaixo da mesa e os copos têm que ser cheios também debaixo da mesa..”, gargalhada geral…assim seja traz lá o divino, era mesmo bom aquele vinho e por incrível que pareça foi engarrafado em Méknés, não era Europeu…Bem quando os copos estavam vazios o homem lá vinha, baixava-se aos meus pés e toca a encher… Regressamos ao hotel pelo passeio marítimo, duas de conversa na esplanada da piscina, e pouco depois era a vez do Aguiar correr para o w.c, mais um…o cansaço era bem visível em todos nós.
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| 16/09/2006 JOÃO AGUIAR SÓCIO Nº 17 | ||||
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MARROCOS SÉTIMO DIA (25/08/2006) Partimos de Assilah para Ceuta onde chegamos para almoçar, mas, pelo meio, obras na estrada! Lá seguimos o desvio. Ai meu Deus, meu Alá e Maomé! Terra batida, covas, pó, descidas e subidas íngremes, curvas em cotovelo, camiões loucos, e tudo debaixo daquele ventinho! Terá durado uma hora, mais?! Paramos. Quando regressamos à estrada normal, deu para respirar um pouco e para tirar as últimas fotos em solo marroquino. Chegamos enfim à fronteira e à sua burocracia sem fim. Mas a saída foi mais rápida do que a entrada. À polícia espanhola, aparentemente, só lhes interessava uma coisa: que o cão farejasse as Vespas. Como nenhuma delas cheirava a Nestlé, seguimos muito rapidamente. Ceuta e o almoço: calamares, polvo e lulas, tudo regado com vinho branco semi-dulce. Depois disso, passeio rápido pela cidade na esperança de fazer as últimas compras: era a hora da sesta, estava tudo fechado! Enquanto isso, as Vespas esperavam-nos, guardadas numa obra em frente ao restaurante onde tínhamos almoçado! Vamos para o barco. Chegamos ao cais de embarque às dezasseis e trinta, mas só embarcamos por volta das dezanove horas! Viajamos sem problemas até Algeciras. O Magalhães dormiu a viagem toda e eu uma boa parte dela. Chegamos ao hotel, na praia, por volta das dez da noite. Jantamos e caminhamos um pouco no passeio marítimo. Já ninguém tinha vontade de ir a Gibraltar, mas todos tinham vontade de ir dormir. Foi o que fizemos.
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| 16/09/2006 JOSÉ MAGALHÃES SÓCIO Nº 37 | ||||
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MARROCOS OITAVO DIA (26/08/2006) Levantamo-nos cedo para arrancarmos para Portugal para chegarmos o mais cedo possível, com a ideia de irmos dormir a Évora…grande ideia!!! Mas infelizmente as “madames” que preparavam o pequeno-almoço não pensavam da mesma forma e deram-nos uma grandessíssima seca… Depois de grande atraso seguimos em direcção a Sevilha para depois ligarmos à fronteira Portuguesa de Elvas, fronteira pela qual tínhamos saído uma semana antes. Manhã pacífica onde tudo correu normal, e debaixo de grande calor há hora de almoço decidimos almoçar numa terrinha antes de Sevilha. Como estava imenso calor e não nos apetecia rolar debaixo daquele sol intenso, arrancamos do almoço e 300m à frente paramos para dormir uma soneca num jardim à beira-estrada plantado. Era ver os vespistas a sacar das toalhas e das esteiras, e tirarem calçados e t-shirts e deitarem-se à sobrinha…maravilha! Mas que infelizmente só durou uns 20m pois as formigas não estavam pelos ajustes e não nos deixavam em paz… De volta ás vespas, arrancamos para Sevilha, mas logo em “Los Palácios” um dos vespistas, por acumulação de cansaço e com medo que a vespa agarrasse novamente além do vento, teve um ataque de estupidez e disse ao grupo que dali não saía e que os restantes podiam seguir. Gerou-se ali uma reunião vespista (que diga-se em abono da verdade era bem mais do que um grupo de grandes amigos a tentar demover o homem da sua ideia persistente…até lhe foi proposto trocar de vespa com o Celso, mas nem isso ele aceitava! Estava mesmo decidido a ficar!). Finalmente os ensejos foram conseguidos (e é nestas alturas que se vê quem são os amigos com quem se pode contar), a bagagem dessa vespa foi distribuída pelas outras e foi-lhe prometido que a velocidade máxima seria de 70 km/h para ele puder relaxar, e assim seguimos viagem em direcção a Portugal. Foram cerca de 250Kms terríveis, que pareciam que não tinham fim, mas que finalmente acabaram ás 21h 40m com a entrada em Portugal. Em Elvas ficamos alojados no primeiro hotel que apareceu (que até era bem simpático), jantamos muito bem e depois de uma reunião noctívaga sobre os dias passados, fomos dormir o sono dos guerreiros, sempre com a ideia que na noite seguinte cada um de nós dormiria na sua caminha.
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| 16/09/2006 JOÃO AGUIAR SÓCIO Nº 17 | ||||
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MARROCOS NONO DIA (27/08/2006) Último dia de viagem. Calor e vento, mas já estamos a ficar habituados. As paragens normais, água, gasolina e até um bate-papo com um alentejano que insistiu em mostrar-nos a sua 50S. Paramos em Abrantes para um bolo e café (enfim, um Buondi!). Continuamos a nossa viagem (o Sérgio já estava bem melhor) em direcção ao leitão, ou seja à Bairrada. Pelas três horas estacionamos em frente ao restaurante. Como era domingo ainda esperamos, mas por volta das três e meia, conseguimos almoçar. Valeu a pena, o bicho estava bom! E daí, rumo a Vila Nova de Gaia. Às dezoito e trinta chegamos a casa, cansados, como seria de esperar, mal dormidos, mas satisfeitos por termos conseguido atingir o nosso objectivo: ir a Marrocos, regressar, e isso, sem deixar ninguém para trás: seis foram e seis vieram. A partir daqui, muitos horizontes estarão ao nosso alcance. |
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| 04/11/2006 CELSO COSTA SÓCIO Nº 1 | ||||
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